quinta-feira, 2 de junho de 2011

Depois de um banho demorado

Escrevi esta em 2009...e só estou postando agora....


Depois de um banho demorado – 10/06/2009

Nu em um banheiro

Me olho num espelho

Não vejo o paradeiro

Mas sinto seu rastro no meu peito


Ainda em meio à nevoa

Com o corpo molhado

Procuro na mente uma trégua

uma liberdade de um pecado


Assim me deixo levar

Para um lugar atemporal

onde seria possível errar

e errar e errar

e ter o poder de consertar


Mas a água sobre o corpo

Se resfria num instante

E o que era quente

Agora é morto


A névoa se esvaece

E o que vejo em minha frente

Apesar de ser sorridente

Com seu estigma permanece


Depois de arrefecido

Só o frio é meu “amigo”

E essa frígida companhia

Que figura como inimigo

Quando você está em minha vida

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