terça-feira, 24 de julho de 2012

Como pensava o amor


Sempre que pensava o amor
Vinha logo à mente um ideal
Uma idéia fixa de ardor
Um lugar comum banal

Nesse conceito banal eu quis
Encaixar pessoas diversas
Mesmo que, vis-à-vis,
Fossem assim incompletas

Mas o Eros matreiro
É mesmo moleque arteiro
Derruba paredes da mente
Quando nos põe diante
De alguém diferente

De alguém que foge de tudo
Do que se pensava sobre o tudo
De alguém que nos mostra a fundo
Características não vislumbradas
E que nos leva a um supremo profundo
De querer infinito, de almas amadas

É no querer simples do bem querer
Onde mora e resplandece como alvorecer
Mais que uma estima por uma pessoa
Algo além que paixão de verão à toa
Muito mais que admiração à sapiência
Ou orgulho por ter alguém de carreira

Pois, é o querer simples do bem querer
A morada do bem, onde todo o resto é aquém
De onde parte o que sinto por meu bem
Onde, aliás, eu moro também
No coração do meu amor, do meu bem

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